Síndrome de Burnout, o excesso de trabalho e a pandemia

Síndrome de Burnout, o excesso de trabalho e a pandemia

Produtividade extrema ou desgaste excessivo? A linha pode ser bem tênue. Então é preciso se atentar à quantidade de esforço que você dedica às suas tarefas laborativas. Mas atenção, não estamos dizendo que ser dedicado é um problema. Longe disso! A questão é: o quanto o trabalho é capaz de influenciar na sua saúde mental? Você pode e deve ser apaixonado pelo que faz, mas isso não significa que você tenha que abraçar o mundo com as mãos. E é pensando sobre todo esse contexto que hoje vamos falar sobre a Síndrome de Burnout. Continue a leitura e entenda mais a respeito dessa doença que acomete, principalmente, os profissionais de alta performance.

O que é a Síndrome de Burnout?

É um distúrbio psíquico caracterizado pela exaustão, tanto física quanto mental. O sentimento de tensão emocional e altos níveis de estresse são as características mais marcantes desse transtorno. E a principal causa são as atividades laborativas altamente desgastantes. Ou seja, profissionais que possuem cargos que exigem uma maior demanda de atenção ou que refletem uma grande responsabilidade social ou interpessoal. Nessa lista entram profissionais da educação, segurança pública, saúde, altos cargos de gerenciamento – de pessoas, como recursos humanos, ou de serviços, como o marketing.

São cargos que, constantemente, estão sob pressão. Afinal, lidar com vidas ou nomes de outras pessoas não é nada fácil, né? Mas a Síndrome de Burnout não é como uma gripe, em que você acorda um belo dia e percebe que alguma coisa não está no lugar. É preciso se atentar aos sinais, porque algo que o nosso corpo mais faz é dar indícios de que precisa desacelerar. Que tal conferir os principais sintomas desse transtorno?

Quais os sintomas? Saiba como identificar!

Como já dissemos, antes de um diagnóstico mais assertivo, o transtorno começa desenvolver sintomas que precisam ser olhados com atenção. Já que a diferença entre um período de estresse no trabalho e o aparecimento da síndrome é uma questão de tempo e grau. E como a exaustão é a principal característica, algumas atitudes negativas podem indicar o problema. Vamos listar algumas delas para você:

  • mudanças bruscas de humor;
  • irritabilidade e agressividade;
  • dificuldade de concentração e lapsos de memória;
  • crises de ansiedade;
  • depressão: desde quadros leves até quadros profundos;
  • pessimismo e baixa autoestima;
  • desmotivação e consequentes ausências no trabalho;
  • baixo desempenho e produtividade.

Além disso, existem sintomas físicos que podem ser decorrentes da Síndrome de Burnout:

  • dores de cabeça;
  • dores musculares;
  • cansaço extremo ou fadiga crônica;
  • insônia;
  • distúrbios gastrointestinais (dores de estômago frequentes);
  • aumento da pressão arterial;
  • dores no peito e palpitações cardíacas;
  • falta de ar;
  • perda de apetite.

O “novo normal” e o desenvolvimento da Síndrome de Burnout

Assim como outras esferas, o trabalho também sofreu mudanças com a necessidade do distanciamento e isolamento social. E você pode estar se perguntando: e se eu já fazia home office, muda alguma coisa? Muito provavelmente, sim! Afinal, escolher trabalhar em casa é muito diferente de precisar trabalhar de casa, não concorda? As reuniões online, a instabilidade dos sistemas e da rede de internet, a dificuldade de estabelecer horários fixos para as atividades laborais, tudo pode influenciar. Porque cá entre nós, é inevitável não ter o seu ambiente de conforto invadido por demandas não planejadas e que exalam urgência.

Com as modalidades de serviço à distância em alta, é comum que as adaptações demandem mais tempo. Já que não é do dia para a noite que vamos conseguir transformar o nosso quarto, sala ou escritório em uma verdadeira repartição da empresa. E não se preocupe, ninguém é de ferro! Faça suas adaptações aos poucos. Nada de querer trabalhar incansavelmente para poder consertar tudo de uma vez só, combinado?

Prevenção

Sabe aquela máxima de “o melhor remédio é a prevenção”? Pois sim, é sempre o melhor remédio! Você pode adotar estratégias que ajudem a diminuir a pressão e o estresse, ou ainda, métodos que te ajudem a lidar com as situações sem que isso cause desconfortos constantes. Você pode começar aos poucos e ir adaptando para o que melhor funcionar no seu caso. Algumas dicas: estabeleça pequenas metas que sabe que conseguirá cumprir; não deixe de interagir com amigos e família; procure por atividades que lhe tragam satisfação depois do horário de trabalho; evite pessoas negativas, porque esse sentimento “pega”.

Por fim, se dedique às tarefas do trabalho na medida certa. Nem mais e nem menos. Uma rotina bem estabelecida pode te ajudar com isso. E lembre-se: a Síndrome de Burnout só ataca aqueles que não se escolhem todos os dias. Saúde mental é importante! Se cuide.

Para dicas e acompanhamento de hábitos saudáveis para o corpo e a mente, você pode fazer o download do nosso aplicativo gratuitamente em nosso site.

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