Depressão em idosos: como tratar?

Como tratar a depressão em idosos? Leia para entender

Ao longo da vida passamos por inúmeras situações, boas e não tão boas assim. Abertura e fechamento de ciclos, conhecemos e desconhecemos pessoas, enfrentamos crises que parecem ser insuperáveis. Mas e depois de tudo isso, o que será que nos espera na “melhor idade”? Porque envelhecer é um processo e ninguém está isento. E a vida não passa a ser simples só porque estamos mais velhos. Por isso é que precisamos falar mais sobre a depressão em idosos. Existem especificidades? Como tratar? Fique com a gente para saber mais.

Como tratar a depressão em idosos

A idade, por si só, carrega os pesos de uma vida toda, por isso, não menospreze suas dores. O envelhecimento pode trazer dificuldades, isso é comum, mas esteja sempre atento. Na velhice é comum que o corpo, pouco a pouco, vá perdendo o controle das funções. E a necessidade de tratamentos contínuos se evidenciam. E isso vale, também, para a nossa mente.

E por que a depressão é muito comum nesse período da vida? Porque muitos dos ciclos aqui já se encerraram: filhos crescidos, família mais ausente. Até mesmo as perdas começam a ter maior frequência, pois naturalmente a vida leva a esse direcionamento. Tudo isso ao mesmo tempo pode gerar grandes cargas emocionais, e ficar deprimido pode ser resultado de todas as mudanças enfrentadas. E a sensação de perda de propósito passa a ser mais recorrente.

Pontos importantes

A depressão é uma das doenças neurológicas que mais afeta a terceira idade. E ela pode acontecer em decorrência das mudanças da nova fase ou de um histórico depressivo anterior, que é quando o transtorno já havia aparecido ao longo da vida. Os dois casos podem se dar de maneiras diferentes, já que os fatores são diversos. Quem passa a ter o transtorno nessa fase provavelmente teve o desenvolvimento da doença atrelado à idade ou às bruscas mudanças que a vida reservou para o processo de envelhecimento, como quebras de rotina, a solidão ou sensação de inutilidade.

Já aqueles que possuem histórico depressivo, podem, nesta fase, desenvolver a cronificação da doença. Ou seja, traços que ora eram pontuais, passam a ser recorrentes e duradouros. Além do mais, os sintomas podem aparecer em maior número e com maior intensidade. Por isso é muito importante que o tratamento seja eficaz e não desencadeie efeitos colaterais. Pois a qualidade de vida é um bem precioso demais para ser menosprezado logo nesta etapa da vida.

Consequências para o dia a dia

Ao longo da vida, as características tendem a ser ressaltadas. Ou seja, as pessoas de humor alegre serão mais alegres na terceira idade. Assim como quem mais comumente apresentava um humor instável, tende a se tornar um idoso, de certa forma, mais ranzinzo. Em outras palavras, a personalidade é escancarada nesta fase da vida, e isso pode dar pistas sobre a predisposição da depressão.

Não banalize suas alterações de humor pensando que é simplesmente “coisa da idade”. Isto é, que está ficando velho e por isso mais impaciente ou mais carente. Observe-se, e se for o caso procure por ajuda, pois identificar as causas dessas mudanças é muito importante. Afinal, não queremos desperdiçar uma das melhores fases da vida com coisas que podem ser melhor controladas.

A família e o diagnóstico

A depressão, assim como outras doenças neurológicas, necessita de acompanhamento sistemático. E é por isso que a presença e apoio da família são importantes. Não tenha medo de se cuidar, busque novos propósitos. A retomada de atividades dentro do âmbito familiar podem te auxiliar no tratamento.

Não tenha medo ou vergonha de procurar ajuda, e menos ainda de um possível diagnóstico. Poder contar com as pessoas que você ama faz toda a diferença. Sempre que existir uma rede de apoio familiar, você vai sentir segurança e conforto para buscar por métodos que te auxiliem a aproveitar a melhor fase da vida com saúde e mais disposição.

Depressão em idosos: um mal que atinge a melhor idade

O diagnóstico é o primeiro passo desta caminhada! Se estiver confortável, converse com a família, depois busque por um médico de sua confiança, faça consultas regulares. Isso tudo vai auxiliar no tratamento, e você pode buscar sempre técnicas que sejam adaptáveis à sua situação. É preciso que saiba que o tratamento não é tão restritivo como muitos pensam. Você não precisa ser adepto aos medicamentos, se não quiser, existem medidas além disso. E uma delas, sem dúvidas, vai ser a melhor para você! A depressão em idosos pode ser levada de uma forma mais leve, em casa e sem efeitos colaterais.

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